domingo, 25 de janeiro de 2009

Loucura (2005)

Reconstituir-me por completo.
Esses sentimentos me fragmentam
Como o estilhaço de um vidro.
Amando enlouquecidamente...

Amo-te, amo-o e amo-me.
Nada signifca para mim
O amor de quem me admira.
Vivo em ti, subsisto por ele e moro em mim.

Vivo em sua casa sorrateiramente,
Espiono-te, nada vejo e tudo sei.
Ciência de devaneios e realidade
Cômoda, auto-favorecida e falsa.

Subsisto por ele, eles todos.
Procuro neles nova poesia,
Alegria de viver e sentir.
Enganoso amor, terna alegria.

Moro em minha alma,
Atormentada, calada e faladeira.
Sentindo o prazer da paquera
E a ausência da proteção-calor.

Minha neurose é minha arte.


Ps: Eu era neurótica mesmo! Será que foi a cura da neurose que me fez parar de escrever por tanto tempo?

Nenhum comentário:

Postar um comentário