Reconstituir-me por completo.
Esses sentimentos me fragmentam
Como o estilhaço de um vidro.
Amando enlouquecidamente...
Amo-te, amo-o e amo-me.
Nada signifca para mim
O amor de quem me admira.
Vivo em ti, subsisto por ele e moro em mim.
Vivo em sua casa sorrateiramente,
Espiono-te, nada vejo e tudo sei.
Ciência de devaneios e realidade
Cômoda, auto-favorecida e falsa.
Subsisto por ele, eles todos.
Procuro neles nova poesia,
Alegria de viver e sentir.
Enganoso amor, terna alegria.
Moro em minha alma,
Atormentada, calada e faladeira.
Sentindo o prazer da paquera
E a ausência da proteção-calor.
Minha neurose é minha arte.
Ps: Eu era neurótica mesmo! Será que foi a cura da neurose que me fez parar de escrever por tanto tempo?
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