Tão abalada pelos meus sentimentos,
Tecendo um furacão dentro de mim,
Me entreguei a falsa calmaria,
Dando espaço a derrota.
Agora sinto o meu coração
Enxarcado em tempestade.
Dei brecha para a areia voar
E me aterrei na praia.
Será que cheguei tarde demais?
Embora, acredito que nunca é tarde.
Há coisas na vida que o vento não leva
E o tempo somente apura a degustação.
Será que toda esta terra úmida
Poderá virar um vaso como eu?
Um vaso moldado com tanto carinho
Que desconhece outra razão de ser.
De meu oleiro se faz meu coração,
Se voltasse no tempo não me quebraria.
Se meu oleiro me permitisse,
Lhe daria uma cerâmica por semana.
Pagaria a sua recompensa
Com o suor de trinta dias.
Para ser moldada por suas mãos.
Apenas dois dias por semana .
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