domingo, 25 de janeiro de 2009

A tarde da alma (2005)

Já não é mais alvorecer.
Quando clareou eu estava presente,
Vi o azul do céu se tornar mais suave
E escutei o sol cantar os seus raios para o dia.

No momento em que o astro-rei
Imperou no meio do céu,
Todas as coisas ficaram iluminadas.
Neste instante tudo pareceu-me diferente.

Fui sorridente ao lar por meio de um coletivo,
Ouvindo a sútil melodia desta sexta-feira.
Um pouco a frente um moço roubou-me a atenção,
Ao primeiro instante me lembrou alguém.

Fiquei procurando meu afeto neste rapaz.
Tinha a mesma voz de garoto,
A mesma meiguice no sorriso
E o mesmo brilho no olhar.

Reinava absoluto entre seus amigos,
Tomava o folêgo de todas as moças.
Não olhei diretamente em seus olhos,
Mas pude imaginar o seu semblante de cobiça.

Sorri por ver tão encantadora criatura
E me alegrei pela lembrança de alguém.
Saltei de meu transporte e bati minhas asas,
Saí voando pela tarde da alma.

Ps: Este texto não tem um denominador comum com os postados anteriormente.

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