domingo, 25 de janeiro de 2009

Tatuagem (2005)

Quanto vale o meu amor,
Se ele existe por meus versos?
O objeto de mas singela adoração
Menospreza-o de toda consideração.

Será que é valioso somenta para mim?
A ti o que tens na cama mais importa.
Não lhe amei o suficiente?
Porque não podes me amar também?

Alguns instantes até eu desisto. S
ou sombra do que fui para ti.
Não sei ainda se percebeu,
Mas magoa-me a tua indiferença.

Deus faz tudo certo.
O coração do homem é que se engana,
Se engana e sonha.
Sonha com terras inabitáveis.

Sou lúcida, sim.
Mas e aquela força que nos impulsiona,
Nos fazendo acreditar no que sonhamos?
E a vontade de seguir o coração?

Você ainda sabe escutar o teu,
Ou eu que sou muito ingênua?
Por não acreditar que no seu coração
Possa estar tatuado outro nome: VAZIO.

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