domingo, 25 de janeiro de 2009

Prisioneira de mim mesma (2005)

Ao assumir novamente o meu amor,
Sinto a alma mais leve.
A felicidade ainda está longe.
A desdita porém, é branda.

Recordar momentos ao seu lado,
É a mais doce tortura.
Um amor de toda uma vida,
É minha sentença de solidão.

Uma sobrevida de lembranças,
É meu veredito de culpada.
Sou uma criminosa punida,
Pago lhe devotando a juventude.

Nem a justiça me aceita,
Pago por um crime que só eu reconheço.
Talvez nem a morte me liberte,
Minh'alma está presa a sua.

A eternidade é minha esperança,
Espero com ela habitar minha cela.
Se meu juíz não me condenar,
Terei que me arrepender de meu delito.

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